Futebol: Brasil e Diniz estreiam nas Eliminatórias hoje com uma mudança
Fernando Diniz comenta mudança no gol da Seleção, esconde capitão e diz: “É terapêutico ser treinador”.
Fernando Diniz se mostrou leve na véspera de sua estreia como técnico da seleção brasileira. Em entrevista coletiva nessa quinta-feira, ele esteve sorridente na maior parte do tempo, usou de bom humor para se esquivar de perguntas que não queria responder, chamou jornalistas pelo nome e disse ser muito feliz em sua profissão.
O treinador explicou decisões e projetou a partida contra a Bolívia na noite desta sexta, às 20h45 (Horário MS), no Estádio Mangueirão, em Belém, do Pará.
Uma das mudanças no início da era Diniz será no gol. Em vez de Alisson, titular nas últimas duas Copas do Mundo, ele irá escalar Ederson.
Também era difícil para o Tite, os dois estão entre os melhores do mundo. Difícil fazer variação e decidir. Qualquer momento, qualquer um pode jogar. Especificamente desses dois, estão jogando em um nível muito alto há muito tempo. É questão de feeling do momento para decidir. Vamos começar com o Ederson, mas é disputa que vai estar sempre aberta – comentou.
Questionado sobre quem será o capitão da Seleção, Diniz se esquivou e disse que só irá revelar cerca de uma hora antes da partida.
O Brasil irá a campo contra a Bolívia com: Ederson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Renan Lodi; Casemiro, Bruno Guimarães e Neymar; Raphinha, Rodrygo e Richarlison.

Fernando Diniz em treino da Seleção — Foto: Pedro Martins / Foto FC
Segundo Fernando Diniz, ele não pretende mudar seu estilo agora que chegou na Seleção. Ele também comentou a sua realização na profissão:
Eu me sinto muito feliz, muito honrado, alegria muito grande. Faço com muita naturalidade, não estou fazendo nada diferente do que fiz a carreira inteira. É o que me trouxe aqui. Sofri muito quando jogava para aprender ser técnico. Então sou um técnico feliz. Faço o que gosto. Para mim, é terapêutico ser treinador, ainda recebo bem para fazer isso. Sou um cara muito agraciado na minha profissão – declarou.
Foco do meu trabalho foi promover o que tiver de melhor para os jogadores. Isso fez com que desenvolvesse cada vez mais a parte tática, que voltassem a ter prazer a jogar de futebol, e que esse prazer que se contraponha a esse mundo cruel do futebol, que praticamente não permite o erro – completou.
O comandante da Seleção também retribuiu os elogios feitos por Neymar a ele horas antes, também em entrevista coletiva.
Eu acho que o processo está mais leve com a chegada dele aqui. O Neymar é um talento, é um tipo de jogador que demora muito tempo para nascer outro. É muito especial. Eu vendo de fora, já afirmei várias vezes isso. É muito fora da curva, mas muito fora da curva. É um dos grandes jogadores da história do futebol. E acho que a página mais bonita merece ser escrita. Ele merece. Eu sou uma pessoa séria, trato o futebol com toda minha vida. Neymar é uma pessoa que merece muito respeito para quem o conhece na intimidade. Ele é uma pessoa tão boa quanto é como jogador. É um cara bom – exaltou Diniz, que ainda acrescentou:
Se perguntar para qualquer jogador que joga com ele, vão falar que é um cara extremamente positivo. Espero que nesse trabalho que a gente vá fazer junto, que ele possa se reconectar com ele mesmo e ter prazer e alegria de jogar futebol. Com futebol, ele não tem problema. A bola e ele foram feitos um para o outro, com certeza.
Bolívia
Time jovem, que tem grande jogador, a gente tem pelo menos sete jogos catalogados e estudado, e a gente vai procurar fazer tudo o que pode fazer para fazer um grande jogo.
Volta a Belém pela Seleção
Certa ansiedade, mas muita alegria estar aqui. Responsabilidade grande, mas muito contente de estar aqui. Sentimento é um pouco diferente, eu era adversário quando viemos enfrentar o Paysandu. Agora, não. É um calor humano que dificilmente a gente vê. Carinho imenso, que a gente agradece desde já. É uma coisa que a Seleção precisa, se reconectar com o seu povo. Aqui é o país do futebol, mas as pessoas acham que não, porque os outros países evoluíram na parte tática, mas isso é uma coisa secundária. É o país do futebol porque as pessoas amam o jogo. Tem muitas crianças pobres que só enxergam no futebol a sua chance de ascensão social. Brota talento de tudo que é lugar, a gente precisa se organizar e dar vazão para a enormidade de talentos que a gente tem.
Fonte: G1






