Os números elegem Bolsonaro
Bastam-lhe os votos dados a Joúo Amoedo, Cabo Daciolo e Henrique Meirelles, que guardam perfil claramente antipetista.
Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência da República, durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro (RJ) - 11/10/2018 (Ricardo Moraes/Reuters)
É improvável que haja surpresas no segundo turno presidencial. O espírito plebiscitário manifestou-se já no primeiro turno, visível na escassez de votos a candidatos outrora competitivos, de grandes partidos, como PSDB, PMDB e PDT.
O eleitor percebeu, desde o início, que havia – e há – apenas dois lados em disputa, projetos antagônicos. E antecipou sua escolha.
A diferença expressiva de votos pró-Bolsonaro não se reverterá. É impensável que alguém que abraçou o seu ideário venha a fazer opção oposta, já que o voto, de ambos os lados, teve o sentido de legítima defesa. Foi – e é – uma eleição binária.
Resta saber de onde os dois finalistas poderão buscar votos suplementares. E aí a vantagem também é de Bolsonaro.





