Polícia investiga se atiradores de Suzano planejaram crime em fórum de games
A polícia investiga se os dois jovens que abriram fogo contra a Escola Estadual Raul Brasil, nesta quarta-feira, 13, faziam parte de um grupo que joga em rede o game Call of Duty, de guerra, e neste fórum teriam planejado o crime. Os investigadores estúo ouvindo os pais dos rapazes sobre essa questúo, mas s
Guilherme Monteiro, atirador da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (Crdito: Reproduo/Facebook)
Lus Henrique de Castro, de 25 anos (ele faria aniversrio no sbado), e Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, eram vizinhos e ex-alunos da Escola Estadual Raul Brasil. Guilherme havia abandonado a escola no ano passado e, de vez em quando, fazia alguns trabalhos em lanchonetes no centro de Suzano. Mas passava a maior parte do tempo com o amigo. Segundo vizinhos, os dois s vezes ficavam o dia inteiro conversando, sentados na frente de casa. E passavam pelo menos trs noites por semana em uma lan house perto de casa jogando games como Counter Strike e Mortal Combat, alm do Call of Duty. Castro trabalharia de vez em quando com o pai, capinando o mato.
Na manh desta quarta, chegou a acordar por volta das 5 horas e foi para a estao de trem com o pai. Chegando l alegou que estava doente e o pai disse para ele voltar para casa, o que nunca aconteceu.
Os dois foram at uma loja de carros seminovos do tio de Guilherme Jorge Antnio Moraes, localizada a cerca de 450 metros. De acordo com testemunhas, por volta de 9h15, Guilherme entrou sozinho no local, onde tambm funciona um estacionamento e um lava-rpido e disparou trs vezes. Ele acertou o celular que Jorge segurava na mo e levantou na tentativa de se proteger -, a clavcula e as costas da vtima. Depois, saiu e embarcou no carro que o esperava na sada.
Amigos e funcionrios relataram que o carro no foi roubado no local, ele seria de uma locadora, mas no ficou claro se foi roubado l ou locado. Jorge era conhecido no bairro e tinha a loja h 27 anos e deixa trs filhos.
O gerente de negcios Rodrigo Cardi, de 34 anos, trabalhou com Jorge nos ltimos 15 anos e disse nunca ter visto Guilherme no local. Parece que o Jorge tentou dar uns conselhos depois que o sobrinho foi mal na escola, mas ele no gostou. Mas no momento do ataque nada foi falado nem houve chance de defesa, disse.
Um amigo de Jorge estava no local e testemunhou o ataque. Em estado de choque, foi socorrido e passa bem.
A polcia foi acionada para procurar um nyx branco, encontrado um tempo depois na frente da escola, j com a chamado do tiroteio em curso. Os policiais ainda viram os atiradores vivos, mas eles fugiram dentro da escola.
Um pouco antes do massacre, Guilherme postou em sua pgina no Facebook 30 fotos com mscara de caveira semelhante encontrado na escola e arma. Nas imagens, ele faz gestos obscenos e mostra a arma. Em uma outra imagem, ele faz um sinal de arma com os dedos e aponta para a cabea.





