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Ramal de integração, Nova Ferroeste vai permitir que MS seja exportador de soja e milho para região sul

Publicado el 13/09/2023

Além de fortalecer e melhorar a logística interna de escoamento de mercadorias em Mato Grosso do Sul, a Nova Ferroeste vai permitir que o Estado se...


Alm de fortalecer e melhorar a logstica interna de escoamento de mercadorias em Mato Grosso do Sul, a Nova Ferroeste vai permitir que o Estado seja um polo exportador de milho e soja para atender os produtores do Paran, Santa Catarina e at o Rio Grande do Sul. As consideraes foram feitas ontem pelo assessor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Tecnologia e Inovao (Semadesc), Lcio Lagemann, que foi um dos palestrantes do Simpsio da Integrao Logstica do Sul, realizado nesta tera-feira (12) durante a Mercoagro (Feira Internacional de Negcios, Processamento e Industrializao de Carne) que acontece entre os dias 12 e 15 de setembro em Chapec (SC).

Ele representou o Governo do Estado no evento. Durante a palestra A Ampliao da Conexo Ferroviria pelo Mato Grosso do Sul. Lagemann citou que o estado possui duas ferrovias: a Malha Norte, com 350 km e faz escoamento de boa parte da produo do nordeste do estado, e a Malha Oeste, que tem 1.300 km, mas est parada e, agora, foi includa no PAC do Governo Federal.

De acordo com Lagemann, o projeto da Nova Ferroeste fundamental para o Mato Grosso do Sul, pois tem potencial de transporte de 10 milhes de toneladas. No tem outro meio de escoar produo a grandes distncias que no seja por ferrovias. Quando fizemos o projeto percebemos que, alm da reduo do curso logstico, haver crescimento econmico e social, com gerao de emprego e renda para o estado. A ferrovia deixa de ser um projeto s de ferrovia e passa a ser indutor econmico e de segurana para os prximos anos, sublinhou, ao acrescentar que as leis de autorizaes ferrovirias federais e estaduais permitiro a construo de at 700 km de novos ramais que podero gerar mais de R$ 8,5 bilhes em novos investimentos at 2030.

Lagemann detalhou que com a ferrovia a ideia do MS aumentar o fluxo de cargas com destino ao Paran e Santa Catarina. Seremos um polo de fornecimento de soja e milho para o Paran, Santa Catarina e at o Rio Grande do Sul. O que precisamos de uma estrutura logstica eficiente porque so produtos transportados em grande volume e que precisam chegar em tempo hbil, disse.

O assessor ressaltou que Mato Grosso do Sul tem inmeras agroindstrias e cooperativas ligadas a regio oeste de SC e que produzem protena animal. "Por isso o Estado um grande incentivador deste ramal que vai ampliar o fluxo de cargas com proteina animal e gros para fazer a alimentao e colocar as cooperativas na rota de logstica", acrescentou.

Segundo ele, Mato Grosso do Sul tem amplo potencial de atender a demanda dos estados do sul. "Temos em MS um potencial de crescimento expressivo de rea agricultavel e no tenho dvida que seremos um celeiro de gros e fornecimento para estes estados. E a Ferroeste entra neste sentido reduzindo custos de produtos que precisam ser transportados com menor custo beneficio. Acredito que alm de competividade a quem ja est atuando a Nova Ferroeste vai abrir espao para o segrumento de novos negcios", citou.

O Paran e Santa Catarina lideram produo e exportao de carne suna e de frangos e, por isso, o projeto da Nova Ferroeste inclui o ramal conectando Cascavel (PR) a Chapec (SC), o que vai agilizar e reduzir custos do trnsito de gros vindos do Mato Grosso do Sul para alimentar os animais nas propriedades do oeste catarinense e paranaense, com retorno de carne suna e de frango para exportao.

O transporte de insumos e produtos fundamental para o bom desempenho da indstria de alimentos, essencial para a economia dos trs estados abrangidos pela Nova Ferroeste.

Proposto pelo Governo do Paran, o projeto da Nova Ferroeste prev a ligao por trilhos dos estados do Mato Grosso do Sul, Paran e Santa Catarina. Com 1.567 km de extenso a nova malha ter um tronco principal de Maracaju (MS) a Paranagu e dois ramais a partir de Cascavel para Foz do Iguau, na Trplice Fronteira, e para Chapec, no oeste catarinense.

O ramal de Chapec ter 263 quilmetros de trilhos que vo passar por 11 municpios do Paran (Boa Esperana do Iguau, Bom Sucesso do Sul, Cascavel, Catanduvas, Dois Vizinhos, Itapejara dOeste, Marmeleiro, Renascena, Trs Barras do Paran, Ver, Vitorino) e sete municpios de Santa Catarina (Bom Jesus do Oeste, Campo Er, Modelo, Pinhalzinho, Saltinho, So Bernardino e Serra Alta). Esto previstos 18 tneis e 31 pontes e viadutos.

Santa Catarina consome anualmente de 5 milhes a 7 milhes de toneladas de milho e soja produzidos, na sua maioria, no Mato Grosso do Sul, alm do Paran e Paraguai. Somados ao farelo e leo de soja, estes insumos alimentam os plantis espalhados nas cidades do Interior. J o Mato Grosso do Sul planeja expandir a produtividade atual de 4 milhes de hectares plantados para 6 milhes de hectares nos prximos oito anos. Ou seja, a Nova Ferroeste casa oferta e demanda.

Projeto

O ramal proposto no projeto entre Cascavel e Chapec vai transformar a logstica atual, exclusivamente realizada pelo modal rodovirio. Ao se conectar ao chamado tronco principal entre Maracaju e Paranagu, o ramal ser um grande corredor de gros vindos do Mato Grosso do Sul, que vo retornar das indstrias como protena animal para abastecer o mercado interno e externo.

O coordenador do Plano Ferrovirio do Paran, Luiz Henrique Fagundes, destacou o ganho de custo na ordem de 30% em relao ao modal rodovirio com a implantao da ferrovia. Certamente novos mercados vo se abrir para o setor produtivo. Isso vai melhorar a margem e permitir que sejam feitos mais investimentos, gerando novos empregos em todas as regies por onde a ferrovia passar, afirmou.

A cooperativa Aurora Alimentos, em operao em Chapec desde 1969, possui 40 mil funcionrios diretos e 65 mil cooperados. Produz linguias, frios, sunos, frangos, lcteos, pes, vegetais e pescados que abastecem o mercado nacional e so exportados para 80 pases. Representantes da cooperativa tambm esto animados com o projeto.

A logstica interna hoje um dos nossos grandes entraves. Temos a questo do suprimento de gros, estimamos que em torno de 5 milhes toneladas de gros precisam ingressar por ano de outros estados, especialmente do Centro-Oeste e tambm do Paraguai. A construo de uma ferrovia no pode ficar s no sonho. O projeto da Nova Ferroeste o caminho mais curto para podermos continuar a ser competitivos, disse o presidente da cooperativa, Neivor Canton.

Rosana Siqueira com informaes da assessoria da Nova Ferroeste e jornal Folha do Oeste

Fotos - Nova Ferroeste

Por:Redao

Fonte:Secom Mato Grosso do Sul

pontaporaemdia.com

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