Pedro Juan Caballero - 5 de julio de 2026
el mundo

Haaland amenaza a un Brasil golpeado por las bajas

Publicado el 05/07/2026

Brasil, condicionado por las bajas, se juega este domingo una plaza para los cuartos de final del Mundial 2026 frente a una Noruega invicta ante la Canarinha que confía en el olfato goleador de uno de los mejores delanteros del mundo: Erling Haaland.


Vinícius y Erling Haaland chocarán esta tarde.

Foto: AFP.

El duelo se disputará en el MetLife Stadium de Nueva Jersey, donde se esperan temperaturas por encima de los 30 grados Celsius, en los últimos coletazos de una ola de calor que ha dejado una sensación térmica superior a los 40 grados. Una auténtica sauna al aire libre.

Al calor se suman nuevos problemas para el técnico Carlo Ancelotti en forma de lesión. Empezó la concentración con Neymar de baja, tuvo que sacar de la lista a Wesley y para este partido de octavos no podrá contar con Lucas Paquetá ni muy probablemente con Raphinha.

El mediapunta del Flamengo sintió un pinchazo en la región posterior del muslo izquierdo durante los dieciseisavos de final ante Japón y prácticamente se perderá el resto del torneo.

Fuentes de la ‘Seleção’ indicaron a EFE que no tiene “ninguna posibilidad” de llegar a los octavos de final, ni tampoco a unos hipotéticos cuartos.

El mismo problema, pero en el muslo derecho, sufría Raphinha. El extremo del FC Barcelona ha estado en la enfermería desde el 19 de junio, cuando pidió el cambio en el partido de la fase de grupos frente a Haití.

El 11 de Brasil pisó el jueves el césped en solitario y el viernes se ejercitó por primera vez con el resto de sus compañeros. No obstante, no forzará. Se sentará en el banquillo el domingo, pero no será una opción para el preparador italiano.

Su posible reaparición sería solo en unos eventuales cuartos de final contra Inglaterra o México.

‘Carletto’ encontró al sustituto de Raphinha en Rayan, el más joven de la lista y titular contra Escocia y Japón. El delantero del Bournemouth no ha dado motivos para sacarle del once titular.

Más dudas hay con el reemplazo de Paquetá. Danilo Santos, el todoterreno del Botafogo, sería el cambio natural.

Pero el exentrenador del Real Madrid también podría retrasar la posición de Gabriel Martinelli, como ya hizo contra Japón, o incluso apostar por la línea de cuatro atacantes y meter a Endrick.

Pese a las bajas, Brasil viene evolucionando. La remontada ante Japón, algo que la Canarinha no conseguía en una ronda eliminatoria de una Copa del Mundo desde 2002, cuando se proclamó campeón, ha reforzado la confianza del grupo.

“Nuestra selección está demostrando poco a poco quiénes somos”, afirmó Matheus Cunha el viernes en una rueda de prensa en el hotel de concentración, en Basking Ridge (Nueva Jersey, Estados Unidos).

El delantero del Manchester United será fijo en ataque, al igual que Vinícius Júnior, autor de cuatro goles y una asistencia en el Mundial.

Por otro lado, pasar a cuartos implica ganar por primera vez en la historia a la selección noruega.

Cuatro veces se han visto las caras y en todas ellas los vikingos rojos salieron contentos, con un sorprendente balance de dos victorias y dos empates.

Después de 28 años de ausencia en un Mundial, el equipo escandinavo cuenta con Haaland, que suma ya cinco goles en esta edición, por debajo de Kylian Mbappé y Lionel Messi.

El delantero del Manchester City es un arma silenciosa, pero tremendamente eficaz. En los dieciseisavos ante Costa de Marfil, estuvo desaparecido hasta que empujó un pase de Patrick Berg para darle el triunfo a su país en el minuto 86.

Pero Noruega no solo vive de Haaland. Le acompañan arriba Antonio Nusa, que marcó el primero ante los costamarfileños, y Alexander Sorloth, además de tener una defensa de altura con gol. Marcus Pedersen y Leo Ostigard ya han anotado en esta Copa del Mundo.

“Somos un equipo fuerte también. Creo que todavía podemos mejorar, todavía podemos hacerlo mejor y también creo que podemos derrotar a Brasil”, comentó a los periodistas Ørjan Nyland, portero titular del combinado nórdico y futbolista del Sevilla.

Los vikingos están dispuestos a seguir remando hasta el puerto de cuartos de final, donde nunca han atracado.

Alineaciones probables:

Brasil: Alisson; Douglas Santos, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Danilo; Casemiro, Bruno Guimarães, Danilo Santos (o Gabriel Martinelli); Rayan, Vinícius Júnior y Matheus Cunha.

Noruega: Ørjan Nyland; Julian Ryerson, Leo Østigård, Andreas Hanche-Olsen, David Møller Wolfe; Patrick Berg, Sander Berge, Martin Ødegaard; Oscar Bobb, Antonio Nusa y Erling Haaland.

Árbitro: Ismail Elfath (Estados Unidos).

Estadio: MetLife Stadium de Nueva Jersey (EE.UU.)

Hora: 17:00

ultimahora.com

Brasil mira fim de tabus contra Noruega e europeus em Copas do Mundo

Seleção não bate rivais da Europa em jogos eliminatórios desde o penta

 

Além da classificação às quartas de final da Copa do Mundo, o Brasil mira o fim de dois tabus no jogo deste domingo (5), às 16h (horário do MS), contra a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos). A seleção canarinho busca a primeira vitória na história sobre a equipe escandina e voltar a superar um adversário europeu em um confronto eliminatório de Mundial.Brasil mira fim de tabus contra Noruega e europeus em Copas do MundoBrasil mira fim de tabus contra Noruega e europeus em Copas do Mundo

A Noruega é a única seleção, das que o Brasil já enfrentou, que nunca foi derrotada pela Amarelinha. São quatro partidas, com dois empates e duas vitórias do time nórdico.

O primeiro embate foi realizado em 28 de julho de 1988, no Ullevaal Stadion, em Oslo, capital norueguesa, e terminou em 1 a 1. Os donos da casa saíram na frente com Jan Age Fjortoft e o também atacante Edmar, medalhista de prata na Olimpíada de Seul (Coreia do Sul) no mesmo ano, deixou tudo igual.

Comandada por Carlos Alberto Silva, aquela seleção brasileira contava com três nomes que seriam tetracampeões do mundo em 1994: Taffarel, Jorginho e Romário. O time da Noruega, por sua vez, reunia jogadores cujos filhos são da atual geração. Casos do goleiro Erik Thorstvedt, pai do meia Kristian Thorstvedt e de Goran Sorloth, cujo filho é o também atacante Alexander Sorloth.

Torcedor do Brasil e da Noruega festejam jogo entre suas seleções
Torcedor do Brasil e da Noruega festejam jogo entre suas seleções

Os países voltaram a se encontrar em 30 de maio de 1997, outra vez no Ullevaal. O Brasil detinha uma invencibilidade de 42 meses, anterior à conquista do tetra, em 1994. Mesmo com a dupla Ronaldo e Romário à frente, a seleção dirigida por Zagallo levou 4 a 2 da Noruega, que balançou as redes com o meia Petter Rudi e os atacantes Egil Ostenstad e Tore André Flo. Este último marcou duas vezes e infernizou a defesa brasileira com seu 1,93 metro (m).

Aquela equipe também possui relação com a atual. O lateral Alf-Inge Haaland é pai do atacante Erling Haaland, principal jogador da seleção norueguesa. Os negócios da família têm Ostenstad – que fez o quarto gol do triunfo nórdico – como um dos responsáveis. Já o meia Stale Solbakken é justamente o treinador da Noruega.

O terceiro duelo ocorreu no ano seguinte, na Copa da França, em Marselha. Pela última rodada da fase de grupos, em 23 de junho de 1998, o Brasil de Zagallo saiu na frente com o atacante Bebeto, mas levou a virada. Flo, “carrasco brasileiro”, deixou tudo igual e o meia Kjetil Rekdal, cobrando pênalti cometido pelo zagueiro Júnior Baiano, decretaram o 2 a 1.

Oito anos se passaram até que brasileiros e noruegueses realizaram o duelo mais recente do confronto. Em 16 de agosto de 2006, as seleções se enfrentaram mais uma vez em Oslo. Os donos da casa abriram o placar com Morten Pedersen e o também meia Daniel Carvalho garantiu o 1 a 1, evitando o revés na estreia de Dunga no comando do time canarinho.

“Acho que isso [tabu contra a Noruega] pode servir para como motivação para que a gente possa tirar essa escrita. A gente espera que nesse jogo, que é tão especial para nós, possamos dar o melhor e sairmos felizes e contentes com a vitória”, projetou o lateral brasileiro Douglas Santos, em entrevista coletiva na última sexta-feira (3).

Cinco Mundiais de jejum

Ganhar da Noruega neste domingo significaria, também, voltar a derrotar uma seleção da Europa em um jogo eliminatório de Copa desde a conquista do penta em 2002, em cima da Alemanha, em Yokohama (Japão), com dois gols do atacante Ronaldo. Jejum que provocou quedas dolorosas e traumáticas nos últimos Mundiais.

A sequência negativa iniciou em 2006, na Copa da Alemanha. Nas quartas de final, o Brasil reencontrou a França sedento para vingar o vice-campeonato de 1998. O problema é que o “carrasco” daquela final, o meia Zinedine Zidane, foi ainda mais brilhante. Com gol do atacante Thierry Henry, os europeus venceram por 1 a 0 em Frankfurt e eliminaram os então atuais campeões, dirigidos por Carlos Alberto Parreira.

Quatro anos depois, na África do Sul, a seleção brasileira teve pela frente a Holanda. No melhor primeiro tempo do time comandado por Dunga naquele Mundial, Robinho colocou o Brasil em vantagem. Na pior segunda etapa possível, o volante Felipe Melo foi expulso e o meia Wesley Sneijder virou o placar. No fim, triunfo holandês por 2 a 1 em Port Elizabeth.

Partida entre Brasil e Alemanha na Copa do Mundo de 2014, quando os alemães venceram por 7 a 1
Partida entre Brasil e Alemanha na Copa do Mundo de 2014, quando os alemães venceram por 7 a 1 – Marcello Casal jr/Agência Brasil

A queda na Copa de 2014 é a mais dolorosa. Por um lado, a melhor campanha do Brasil desde o penta, já que a equipe foi as semifinais. Por outro, teve o inesquecível 7 a 1 aplicado pela Alemanha no Mineirão, em Belo Horizonte. Os volantes Toni Kroos (dois) e Sami Khedira e os atacantes Thomas Müller, Miroslav Klose e André Schürrle (dois) anotaram os gols do massacre. O meia Oscar fez o do time anfitrião.

Em 2018, na primeira Copa da “era Tite”, nova eliminação nas quartas de final, desta vez para a Bélgica, com derrota por 2 a 1 em Kazan (Rússia). O gol contra do volante Fernandinho e o chute de fora da área do atacante Romelu Lukaku complicaram a missão brasileira já no primeiro tempo. O meia Renato Augusto descontou na etapa final, mas foi insuficiente.

Já na Copa anterior, outra eliminação dolorida nas quartas. Em Doha, capital do Catar, Brasil e Croácia ficaram no 0 a 0 no tempo normal. Na prorrogação, Neymar colocou a seleção de Tite em vantagem. A quatro minutos do fim, o também atacante Bruno Petkovic igualou e levou para os pênaltis. Na marca da cal, os europeus levaram a melhor por 4 a 2, com o zagueiro Marquinhos perdendo a cobrança decisiva.

“Temos até certas conversas sobre o momento exato da eliminação [em edições anteriores] porque muitos dos nossos jogadores passaram por isso, mas é muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem, no caso a europeia. Para ganhar a Copa do Mundo, temos de passar por essas dificuldades. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história”, sentenciou o atacante Matheus Cunha, também em entrevista coletiva na última sexta.

Fonte: Agência Brasil

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