Ponta Porã e a reta final das eleições 2026
Com mais de 70 mil eleitores, a cidade vive expectativa: elege ou não representantes natos?
Sete candidatos - cinco a estadual e dois a federal - têm base eleitoral em Ponta Porã
A eleição de 2026 entra na reta final e desta segunda-feira até o dia 04 de outubro restam mais vinte dias – mais precisamente três semanas para o pleito eleitoral - e sem sombra de dúvidas, talvez o mais importante pleito para o município dos últimos anos.
Ponta Porã apresenta um cenário dinâmico no qual a pulverização de votos atua como o principal entrave para que o município garanta cadeiras exclusivas no legislativo estadual e federal.
Em disputas sob o sistema proporcional (quociente eleitoral), o município concorre não apenas contra si mesmo, mas contra grandes colégios eleitorais do Estado (como Campo Grande e Dourados).
Cenário para a Assembleia Legislativa mostra quadro com cinco nomes disputando a base eleitoral da região de fronteira, a divisão dos cerca de 60 a 70 mil votos válidos do município pode enfraquecer o teto individual de cada candidato, exigindo forte penetração regional.
Levando-se em conta os números da eleição de 2022, em Ponta Porã o número de votos válidos deve girar entre 55 a 60 mil.

Hélio Peluffo (PP)
Teoricamente o nome de maior peso político e recall eleitoral no grupo dos postulantes, Hélio Peluffo (PP) tem imprimido ritmo intenso de campanha e priorizado Ponta Porã, onde pretende chegar aos 25 a 30 mil – patamar considerado audacioso por analistas políticos.
Ex-prefeito de Ponta Porã e ex-secretário de Estado de Infraestrutura, é o concorrente local com maior viabilidade estrutural e potencial de atração de votos fora do município.
Caption
Miltinho Madeiras, Biro Biro e Abel Gonzalez: Representam forças locais com inserções setoriais e comunitárias específicas. A capacidade desses nomes de eleger dependem fundamentalmente da sobra de votos dentro de suas nominatas partidárias (sobra partidária) e da captação de votos nos municípios vizinhos do Conesul.
Miltinho (PT)
Adilson de Oliveira (DC)
Pastor Adilson Oliveira: tenta canalizar o voto segmentado do público evangélico e conservador, eleitorado com boa disciplina de voto, mas que também sofre assédio de lideranças estaduais do mesmo segmento.
A probabilidade de eleger ao menos um deputado estadual é alta, principalmente pelo favoritismo e envergadura política de Hélio Peluffo dentro de uma legenda forte. Mas, a concorrência interna dentro da Federação é um obstáculo. Os últimos levantamentos para consumo interno indicam que os próximos dias de campanha serão cruciais.
Abel Gonzalez (Republicanos)
Porém, a fragmentação entre os demais nomes praticamente anula a chance de dobradinha (eleger dois estaduais locais).
Câmara Federal
A disputa para deputado federal é substancialmente mais rígida: Mato Grosso do Sul dispõe de apenas 8 vagas, e o quociente eleitoral deve ser acima de 180 mil votos por bancada partidária.
Carlos Bernardo possui musculatura política e envergadura eleitoral para a disputa.
Carlos Bernardo (UB)
Atuante no setor educacional de medicina na fronteira (Pedro Juan Caballero/Ponta Porã) e outros segmentos, possui forte capacidade de mobilização e apelo junto à comunidade acadêmica e empresarial local.
Aparece bem posicionado nos levantamentos dentre os pretendentes da Federação União Brasil-Progressistas.
Daniel "Puka" Valdez (PSDB) é nome com tradição na política local, respaldado pela estrutura partidária do PSDB sul-mato-grossense.
O embate entre dois candidatos fortes no mesmo município cria uma divisão direta de recursos e eleitorado.
Daniel ´Puka´ Valdez (PSDB)
Para que Ponta Porã conquiste uma vaga na Câmara Federal, o candidato vencedor local precisa ultrapassar as barreiras municipais e garantir expressiva votação nos grandes centros urbanos do estado.
Sem uma votação estadualizada expressiva, o quociente eleitoral tende a favorecer candidatos com bases mais amplas.
Esse é o cenário político-eleitoral de Ponta Porã no afunilamento da campanha eleitoral.
pontaporaemdia.com




